Esta semana foi muito corrida e atribulada para mim. Fora o problema da batida do carro, meu marido estava viajando e tive que me virar sozinha com tudo, foi difícil mas consegui. E também teve o problema da internação do meu tio que tem esquizofrenia e mora ao lado da minha mãe. Embora agora eu more bem longe, não tem jeito. As influências do que minha família tem passado lá na casa deles chega até mim. Sinto no meu corpo o mesmo desgaste que eles sentem, mesmo que não tenha acompanhado de perto as tristes cenas da loucura do meu tio. Ele é uma pessoa muito boa de coração, e o sofrimento que ele tem vivido afeta a todos nós. Peço a Deus que o liberte. Seja qual for o meio para essa libertação...
Outro assunto; tenho que continuar tendo cautela com certas pessoas da família. Não posso esquecer de tudo que aconteceu no passado e achar que porque está tudo quieto, está tudo resolvido.
Será que as pessoas mudam? Acredito que é possível mudar, mas mudanças profundas, de cunho espiritual, só se fazem através da consciência. E como mudar os padrões repetitivos da mente? Que fazem com que reajamos sempre de (pré) determinadas maneiras? Penso que um salto de consciência pode se dar a partir de experiências vivas. Não do intelecto como por exemplo quando alguém diz que tal comportamento não é correto. Temos que experienciar em nossa própria pele que um comportamento incorreto traz resultados desastrosos para a nossa própria vida.
Não quero ser uma pessoa intransigente, um carater rígido. Não quero ser uma pessoa sem compaixão e que espera sempre que nos próximos momentos as pessoas ao meu redor vão me apunhalar pelas costas. Já passei muitas vezes por essa experiência, conforme eu acreditei, assim criou-se para mim tal realidade. E fiquei mais desconfiada. Mais reservada. Fui guardando cada vez mais meus bons sentimentos dentro de mim. Porque qualquer demonstração de amor/confiança/amizade era seguida de traição/inveja/ódio. Mas compreendo hoje que este era um padrão de pensamento que eu trouxe comigo nesta vida e me confrontei de novo com ele em várias ocasiões. Até compreender que todas as pessoas são passíveis de erro, eu também. Houve um salto de consciência para mim. Hoje acho possível não repetir experiências desastrosas de traição (falo de traição de amizade, não necessariamente de traição romântica, esta eu consegui compreender e vencer ainda na adolescência.), não devo esperar dos outros que sejam como eu sou. Cada um tem sua própria maneira de ver a vida e as relações. A maneira que eu tenho de agir é resultada da minha experiência. É o meu grau de consciência. Não posso exigir que outros o tenham. Se tem funcionado para a minha vida, ótimo! É um sinal de estar no caminho certo, pois minhas atitudes de vida têem me trazido paz. E, se servirem de exemplo para alguém mais ser feliz, um tanto melhor!!! É sinal de que meu papel mundial está sendo cumprido.
Não posso deixar de ser quem eu sou. Não importa o que outros pensem. Que sou muito complacente ou que tenho boa vontade demais com pessoas que não merecem. Quero ter sempre compaixão, mas não quero ser feita de boba porque não sou. Eu sempre digo; "depois que seus olhos (espirituais) se abriram para enxergar determinadas coisas, não há como fechá-los mais". Embora às vezes cause dor conhecer a verdade, ela é libertadora.
Eu não vivo mais em um mundo de ilusões, onde todas as pessoas são legais até que se prove o contrário. Eu vivo num mundo de pessoas reais, todas tentando encontrar um caminho de felicidade para si, a maioria sem saber nem por onde começar. Pessoas com atitudes boas e más, às vezes mais más do que boas. E muitas sem a menor consciência de nada, de onde vieram, para onde vão, o que fazem aqui... E isto traz muito sofrimento para a alma/espírito. E vejo as pessoas sofrendo... muito. E vivendo para futilidades, emaranhadas nas teias da ilusão... não encontrando felicidade e nem sentido em nada do que fazem... e tentando jogar um pouco de sua lama para cima de quem estiver por perto... Talvez só queiram ser limpos do visco que prende sua alma. Não sei. Só sei que não quero julgar. Não sou juiz dos caminhos de ninguém. E quero seguir meu próprio caminho, onde tenho encontrado paz.
"Sirvo ao melhor propósito em minha vida
Entrego meu coração e minha alma a Deus
Mereço o melhor da vida
Sou uma manifestação divina de Deus"
Livro a boneca de William
Há 13 anos





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